Despedida do Pará

A chegada nessa praia do Pará é através de um mangue que parece que vai invadir a estrada pelo extenso lamaçal que tem dos dois lados e pelas grandes árvores que cobrem a pista trazendo uma sensação parecida de estar num túnel. Tiramos 8 km de mangue até chegar à praia.

Como chegamos a tarde, decidimos caminhar um pouco e tomar uma cerveja para saber do lugar. Na barraca da Diana, uma itaipava gelada acompanhava nossa conversa sobre a saída do Pará e as decisões dos próximos destinos. Edson, companheiro de Diana, viu que estávamos na Kombi e de pronto ofereceu o banheiro, chuveiro e sua disposição.
Em dia de semana, pouca gente visita Ajuruteua, o qual nos fez ficar mais a vontade. Pela manhã caminhávamos pelas amplas praias, quase desertas, com casas de palafitas vazias e abandonadas. Magú não perdia a ocasião para tomar banho de mar e entrar nas pequenas casas de palafitas.


Durante os três dias, Margarita ficou parada na frente da barraca da Diana.
Edson matava o tempo das crianças inventando brincadeiras para elas através de gincanas. Magú colocou o tecido acrobático no bar, e logo virou o parque de diversões da criançada.
Foram dias de descanso na praia, de curtir a lua cheia, e de nos despedir do Pará


Momentos como montar uma bicicleta com peças recolhidas do lixo, e compartilhar o jantar com a família de Diana e Edson, contando nossas histórias e conhecendo melhor a deles, fez de nossa passagem nesta praia bastante especial.

Avistando o mangue que corria para trás com o movimento da kombi enquanto partíamos, nós nos despediamos do Pará. Aquele beijinho em Ajuruteua foi como uma jura feita de um dia voltar.