A chegada no Pará!

Tudo parecia possível, quando finalmente chegamos no Pará. Tinhamos o desejo de passar por alguma praia antes de chegar a Ananindeua. Fomos até São João de Pirabas crendo que tinha praia, e quando chegamos e perguntamos a um morador, não havia nada de praia, só o porto. Voltamos todo o caminho e seguimos pra Salinas, onde conhemos a praia do Atalaia. Almoçamos e fizemos um breve passeio pela praia, que estava um pouco vazia.
Saindo de Salinas, já no fim da tarde estacionamos num posto BR, cansados de passar o dia todo na estrada, pois foi o dia que Margarita mais kms andou. Fizemos mais de 400km de viajem até chegarmos nesse posto perto de Castanhal.
Entramos em contato com fernando (nosso amigo professor) para nos encontrarmos, e logo tivemos a surpresa de que nossa amiga em comum, Tatiana, estava na Ilha de Colares, hospedada na casa dele. A alegria dos encontros afetivos nos preenchia a alma depois de um longo dia de viajem.
Nesta noite dormimos no posto, mas já clareando o dia seguinte estávamos seguindo pra Ilha.
ILHA DE COLARES I.
Sem saber o endereço do nosso amigo, e sem sinal de celular e internet, atravessamos o rio Guajara-Miri em uma balsa que custa 16 reais por carro, e sempre atravessa a cada uma hora.

Margarita na Balsa que atravessa o Rio Guajara-Miri.
Pensamos em várias possibilidades de como achar a casa: “onde fica a casa do professor de artes doidão?”, descontraímos.
E com a sorte da beleza dos encontros inesperados, nosso celular pegou sinal de internet e no mesmo instante avistamos Fernando.
Entre um misto de cansaço e de felicidade em ver nossos camaradas, tivemos o encanto de conhecer Valentina e Ernesto (filhos de Bruna e Fernando), e a querida Bruna, que é professora de filosofia. Tati foi um presente com sua presença. Havia ido descansar e trabalhar em tranquilidade lá em Colares, a “Amiga-Tia” de Magú de tempos atrás.

Margarita no sítio de Fernando.
D’Pádua foi nos apresentando cada cantinho especial da Ilha. Conhecemos os Igarapés, o seu sítio, e uma árvore tão grande e velha que nenhum de nós consegue ter a dimensão do quanto.

Igarapé do sítio Brilho Verde.
As estórias e misticismos da ilha não estão apenas ligada a cultura indígena, existe uma série de relatos dos moradores sobre extraterrestres na ilha, que são conhecidos popularmente por “chupa-chupa”.
A força da natureza é algo que nos envolve e nos faz lembrar de que somos feitos dela e que a ela pertencemos. Somos um ser integrado e precisamos viver em equilíbrio com ela. O ar é mais leve, a vida e o estado de espírito das pessoas parece ser mais leve em Colares. Isso nos saltou aos olhos de uma forma a se refletir sobre que tipo de vida estamos vivendo na grandes cidades de concreto. Essas foram as primeiras impressões de quando chegamos a ilha.

Igarapé do Bar Sonrisal
Aproveitamos a estadia tranquila para também dar uma geral de faxina e readaptar as prateleiras e o cantinho do gás em nossa cozinha.
No terceiro dia em Colares, já estavamos seguindo para Ananindeua, Tati subiu nessa carona e viajou em Margarita conosco até a cidade. Tinhamos um segundo lindo encontro de companheiros. Combinamos de ver o casal de amigos viajantes, Jor e Gonza, no Motel Holliday, onde ficamos instalados por quase um mês.

Tati, Magú e Margarita na Balsa saindo de Colares.